A Banda

A Banda

 

O Skank, grupo de pop/rock/reggae formado por Samuel Rosa (guitarra e voz), Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria) foi criado em março de 1991 em Belo Horizonte. Estreou, ao vivo, em 5 de junho do mesmo ano no palco da extinta casa de shows Aeroanta, em São Paulo. A data, a princípio, estava reservada para o Pouso Alto antigo grupo de Samuel e Henrique. Nessa noite o público pagante foi de 37 pessoas.

A proposta musical inicial era uma adaptação do dance hall jamaicano aos ritmos brasileiros. Esse formato de reggae eletrônico era uma natural evolução do tradicional roots reggae, popularizado por Peter Tosh, Bob Marley e Jimmy Cliff.

O primeiro álbum, gravado de forma independente, foi lançado pela Sony Music, que mantém contrato com o grupo até os dias atuais, em abril de 1993. Os singles O Homem Que Sabia Demais, Tanto e In(Dig)Nação levaram o grupo a mais de 120 shows pelo Brasil que resultaram na vendagem de 120 mil cópias do álbum de estréia.

O segundo, Calango de 1994, inaugurou a parceria com o produtor paulista Dudu Marote. Se destacaram nas rádios as canções É Proibido Fumar, Te Ver, Pacato Cidadão, Esmola e Jackie Tequila. Calango vendeu 1 200 000 cópias. A capa do disco foi desenvolvida por Jarbas Agnelli a partir das criações de Ilson Lorca, artista carioca que produz fantasias de carnaval a partir de garrafas de plástico. O artista e a fantasia – usada por Lelo Zaneti no material gráfico – estão no livro Na Lona, de Rogério Reis.

Garota Nacional foi o principal single de O Samba Poconé, álbum de 1996. Chegou a liderar as paradas na Espanha e levou o grupo a excursionar por países como Argentina, Chile, Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Suíça e Portugal. O disco recebeu a participação do francês Manu Chao em três canções – Sem Terra, Los Pretos e Zé Trindade. O Samba Poconé atingiu a marca de 1800 000 cópias. O encarte do CD usou referências das festas do interior do país e espetáculos circenses. As imagens utilizadas são óleos em tela de José Robles, pintor espanhol que ilustra as fachadas dos cinemas do centro de São Paulo.

A Sony Music, em 1997, Lançou a compilação “Soundtrack For a Century” para comemorar o seu centenário. Garota Nacional foi a única canção em língua portuguesa.

Em 1997, na Espanha , recebeu o importante Premio Ondas como Grupo Revelação Latino.

O Skank ganhou, por dois anos consecutivos, 1996 e 1997, o Astronauta de Prata da MTV no VMA’S, em NY. Os trabalhos premiados foram os clipes de Garota Nacional e É Uma Partida de Futebol.

Em 1998 a FIFA incluiu É Uma Partida de Futebol no disco oficial da Copa do Mundo. No mesmo ano Samuel Rosa inicia uma série de shows com o cantor e compositor mineiro Lô Borges.

Em Siderado, mostrando amadurecimento e uma aproximação com o Rock’n’Roll, o grupo trabalhou com John Shaw (UB 40) e Paul Ralphs. Resposta, Mandrake e Os Cubanos e Saideira se tornaram hits. O álbum foi mixado em Abbey Road, estúdio londrino consagrado pelos Beatles e lançado em julho de 1998. Vendeu 750 mil cópias. Daúde e o grupo instrumental Uakti foram os convidados especiais. O material gráfico de Siderado utilizou telas de César Maurício, artista plástico e compositor mineiro.

Em 1999 participou de um tributo de grupos sul americanos ao The Police. Foi gravada a canção Wrapped Around Your Finger.

Maquinarama, lançado em julho de 2000, teve a produção de Chico Neves e Tom Capone e vendeu 250 mil cópias. Os principais singles deste disco foram Três Lados, Balada do Amor Inabalável e Canção Noturna. A capa apresenta um cadillac grafitado por Kenny Scharf, artista californiano ligado a Andy Warhol e a cena pop dos anos 80. Maquinarama é considerado um divisor de águas na carreira do grupo, que já não mais utilizou metais em suas gravações.

Em 2001, com a parceria da MTV, o grupo grava na cidade de Ouro Preto o seu primeiro disco ao vivo. Ao Vivo MTV vendeu 600 mil cópias. A única canção inédita deste projeto Acima do Sol, liderou as paradas de rádio no país.

Em 2002 Samuel Rosa participa em É Proibido Fumar do Acústico MTV Roberto Carlos.

Cosmotron, produzido pelo grupo e Tom Capone, foi lançado em julho de 2003 e vendeu 250 mil cópias. Supernova, Dois Rios, Vou Deixar e Amores Imperfeitos foram as faixas que se destacaram. O álbum foi premiado no ano seguinte com o Grammy de melhor gravação de canção rock.

Radiola, lançada em outubro de 2004, foi a primeira compilação do Skank. A regravação de Vamos Fugir de Gilberto Gil e Liminha foi uma das quatro canções inéditas. Na capa do disco foi utilizado uma pintura dos Clayton Brothers, artistas da cena underground de Los Angeles, responsáveis pela direção de arte do clipe All Around the World do Oasis. Radiola vendeu 200 mil discos. Assim como Vou Deixar, no ano anterior, Vamos Fugir foi a música com maior comercialização de Ring Tones no ano de 2005.

Em março de 2006, a banda inicia em Belo Horizonte as gravações de seu nono álbum, o sétimo com canções inéditas. O trabalho recebe a produção de Chico Neves, produtor que atuou anteriormente em Maquinarama e Carlos Eduardo Miranda, produtor de O Rappa – MTV Acústico. O álbum, Carrossel, é lançado em agosto do mesmo ano com o single Uma Canção É Pra Isso. O material gráfico apresenta as pinturas Carousel e Oceanid do artista americano Glenn Barr. No álbum são apresentadas novas parcerias – Arnaldo Antunes e César Mauricio que, além de ex-integrante do Virna Lisi, foi responsável pelo visual de Siderado.

Em outubro de 2006 é o primeiro grupo brasileiro a ter um álbum lançado em formato digital. Um fabricante de telefones celulares lança um aparelho com o álbum Carrossel completo e o vídeo de Uma Canção é Pra Isso.

Talvez procurando recuperar um pouco da alegria que marcava a primeira fase de sua carreira, a banda traz de volta o produtor Dudu Marote, responsável por seus discos de maior sucesso comercial: “Calango” (1994) e “O Samba Poconé” (1996). Em primeiro de outubro de 2008 lança Estandarte, onde por cima das levadas dançantes e refrões memoráveis, o novo álbum é repleto de guitarras, incluindo algumas das mais pesadas já gravadas pela banda. Nas palavras de Samuel, “é um disco mais para fora, mais contundente”.

Durante a sua carreira o Skank se apresentou em alguns dos principais festivais no mundo. Como por exemplo – Super Bock/Super Rock 1997 em Portugal (com Echo & The Bunnymen), Páleo Festival 97 na Suíça (com Jane Birkin, Jamiroquai e Placebo), St Gallen 98 na Bélgica (com Beastie Boys, Foo Fighters e Garbage), Montreux 2001(com Beck, PJ Harvey e George Clinton), SummerStage 2002 em NY (com Sonic Youth, Cornershop e Jack Johnson), Roskilde 2003 na Dinamarca (com Coldplay, Blur e Queens Of The Stone Age) e Sudoeste 05 em Portugal (com Kasabian e Oasis).

Samuel Rosa roubou uma guitarra do primo Sérgio e nunca mais devolveu.

Os mineiros do Skank formam uma das bandas de maior êxito da música brasileira dos anos 90. Em 1991, eles ainda perambulavam com seus instrumentos pelos barzinhos de Belo Horizonte. No ano seguinte, o grupo esvaziou seu cofrinho para o lançamento independente do disco Skank e de um videoclipe. Metade das 3 mil cópias foi parar nas gravadoras e nas rádios e as músicas da banda nunca mais saíram da programação.

Os álbuns Calango (1994) e Samba Poconé (1996) venderam mais de 1 milhão de discos cada. In(dig)nação, Te Ver, Jack Tequila, Garota Nacional, É Uma Partida de Futebol, Resposta e Saideira são algumas de suas canções, e a receita de seu sucesso repousa na mistura dançante de reggae e música pop e na parceria com o letrista Chico Amaral.

—————————————————————–

Samuel Rosa, vocalista e guitarrista

É engraçado, mas os momentos em que a gente mais aprende é quando se sente mais próximo dos professores. Por isso, eu acho que as escolas e os professores deviam saber que não basta conhecer a matéria, o conteúdo, que é preciso investir mais na relação professor/aluno. O professor mais marcante da minha vida foi o Valter, que acompanha minha vida até hoje, inclusive é meu amigo pessoal. Ele era um cara que tinha mais ou menos as mesmas opiniões que eu, tinha os mesmos discos que eu ouvia. E ele via os alunos como amigos e procurava entender o que se passava na nossa cabeça naquele momento. Então, ele falava sobre futebol, música e até sobre as meninas mais bonitas do colégio. Matemática era uma matéria em que eu nunca ia muito bem, mas depois das aulas dele as coisas ficaram muito mais fáceis para mim. Isso foi no Colégio Pitágoras, em Belo Horizonte, quando eu tinha 14 anos. Estava no primeiro ano do colegial – primeiro científico na minha época.

Lelo, baixista

Eu me lembro de uma professora muito divertida. Ela se chamava Josélia e tinha um probleminha na perna e tal, mas ela dava uma dura na galera quando o pessoal escondia a cara atrás do caderno, assim para zonear e tal. Ela cativava. Uma coisa legal entre os professores, e da educação em geral, é justamente trazer o aluno naquele foco que vai pegar a criança, o garoto, e vai despertar para a matéria. Eu acho que tem que ser um debate com os alunos, e algo que tenha um pouco de entretenimento também. E essa aula de ciências dela sempre foi muito divertida. A galera acabava entrando na viagem dela e participando. Isso foi por volta da sétima série, mais ou menos, no colégio Champagnat, de Belo Horizonte.

Haroldo, baterista

O professor que mais marcou a minha vida estudantil foi o Nacibe, professor de matemática no Colégio Pitágoras. Ele foi meu professor da quinta série até o primeiro científico. Era um cara que todo mundo no colégio gostava. Ele, além de estar ali no quadro-negro explicando matemática, estava envolvido em todos os projetos da escola, projetos culturais, shows que havia no recreio. Ele sempre estava ajudando a organizar. Então era um cara que me ganhou nisso. Não era um professor sacana. Era uma pessoa superl egal e eu aprendi matemática com ele por causa disso, por ele ser um cara simpático. Eu acho que todo mundo do Pitágoras vai se lembrar do Nacibe.

Henrique, tecladista

Eu comecei a estudar em um colégio público chamado Instituto de Educação de Belo Horizonte, e uma pessoa inesquecível é uma professora de geografia chamada Cecília. Eram muito inusitadas as aulas dela e sempre me marcaram muito.

Fonte 

***************************************************************************************************************************

Os Integrantes

***************************************************************************************************************************

Samuel Rosa

Samuel Rosa

Nome: Samuel Rosa De Alvarenga
Nascimento:15/07/1966
Signo: Cancer
Cidade Natal :Belo Horizonte
Esposa: Ângela
Formação: É Formado Em Psicologia
Defeito: “Sou Sistemático”
Lugar Para Morar: Belo Horizonte
Hobbies: Ver TV, Jogar Futebol, Ir Ao Cinema, Comer Fora
Prato Preferido: Feijão Tropeiro,Com Torresmo e Feijoada
Melhor Livro: “Cartas A Um Jovem Poeta”,De H. Maria
Melhor Filme: “O Incrível Exército De Brancaleone”.

——————————————————————

O mineiro Samuel Rosa formou-se psicólogo pela Universidade Federal de Minas Gerais. Ele viu o sonho de se transformar em um craque do futebol ir por terra, depois de ser preterido em uma seleção de jogadores do Clube Atlético Mineiro.

Filho de uma dona-de-casa e de um psicólogo de Itabira, interior de Minas, hoje ele colhe as glórias como vocalista do Skank, uma das bandas de maior projeção na última década, com 4,7 milhões de cópias vendidas em cinco álbuns.

Casado e pai de Juliano, Samuel montou com a irmã uma editora, a Samusic, que cuida de direitos autorais, e iniciou uma campanha para ajudar menores carentes em Belo Horizonte. No momento, educar cinco mil crianças é a meta de Samuel.

Você deu trabalho para seus pais?

Tenho os cotovelos costurados, tomei pontos na parte interna do joelho, entrei em pára-choque de ônibus e fui atropelado. Já bati com a cabeça no chão. Quem sabe por isso não estamos tendo esse papo.

Como foi educado?

Meus pais adotaram uma linha moderada. Nem batizado eu sou. Meus colegas falavam: “Ah, você não é batizado, então não se chama Samuel. Você não existe!”.

É religioso?

Lá em casa nunca teve essa coisa de fé. Meu lado espiritual é meio jogado de lado, mas ando pensando no budismo. Não vivo só do lado racional. Tem outras forças que regem o ser humano e a natureza.

Seu nome tem alguma história?

Meu pai fala de um jogador do América mineiro dos anos 60, um tal de Samuel, que era bom. Mas a vida inteira me perguntaram se sou judeu. Meu sogro, antes de me casar, perguntou: “Você é judeu?”. Falei: “Algum tipo de preconceito?”. E ele: “Não, não”. Mas insistiu: “Sua família é de onde?”. Falei que era de Itabira. E ele: “Pois é. Mas Rosa? Esse negócio de nome de flor… dizem que é cristão novo”. Parecia a inquisição.

Você foi namorador?

Não. Tinha um problema sério: a timidez. E outro: demorei a crescer. Não me achava um cara feio. Era bonitinho. Mas as meninas espicharam e eu fiquei baixinho, com cara de moleque. Foi o grande complexo que tive.

E o que fazia para provar que não era só bonitinho?

Falava: “Olha, tenho uma guitarra e canto”. Era meu artifício para chamar a atenção. Senão era muito apagadinho. Não causava o menor impacto!

Isso o privou de algo?

Os garotos entravam nos cinemas e assistiam pornochanchadas e em botecos para beber cerveja. Eu não ia porque tinha complexo de ouvir: “Cadê sua carteira de identidade?”.

Como foi seu primeiro namoro?

Aos 16 anos tive minha primeira namorada de pegar na mão e dar beijinho na boca. Eu não era capaz de me declarar, mas as amigas delas diziam que meu olho brilhava. Pensava: “Pô, que droga é essa de olho brilhar? Como vocês sabem?”. Namoramos pouco tempo. Aliás, eu era mais baixo do que ela!

Algum apelido na adolescência?

Por ser pequenininho e parecer um bonequinho me chamavam de Playmobil. Minha professora de biologia me chamava de Speed Racer (desenho japonês de sucesso nos anos 80, cujo herói era um piloto de corrida).

Sempre curtiu futebol?

Muito da minha formação pessoal veio do Mineirão. É um outro universo. Você está autorizado a agredir outra pessoa que não esteja com a mesma camisa que a sua e abraçar o cara do lado. O futebol é catártico, como acho que era o Coliseu na Roma antiga.

Tentou ser jogador?

Essa é a parte negra da minha vida. Tentei jogar no Atlético Mineiro, aos 14 anos, mas fui dispensado. Aí, pensei: “Tudo bem, vai. Era o Atlético mesmo”.

Você conhece o Felipão (técnico do Cruzeiro)?

Depois que ele desistiu de treinar a seleção para ficar no Cruzeiro, quis conhecê-lo. Fiz uma foto do meu filho ao lado dele. Meu filho não conhece jogador nenhum, mas quando vê o Felipão, grita: “Pipão, pipão!”. Demais!

Qual era a relação do Skank com o Clube da Esquina?

Nenhuma. A música do Clube virou a música oficial de Minas. Então, todos que faziam rock, reggae receavam assumir uma identidade mineira para não serem confundidos com o Clube. Por isso, nos 80, década do rock, nenhuma banda mineira vingou.

Nos anos 90 a coisa mudou…

As bandas assumiram a identidade mineira. Até o Jota Quest, com uma postura meio clubber. Veja o Rogério Flausino falando. Parece um Nerso da Capitinga clubber!

Você falou com o Milton Nascimento sobre essa crise de identidade?

O Milton sofreu o que o Skank sofre hoje. BH estava cheio de pessoas incompetentes, que se faziam de vítima, e usavam o Clube como desculpa para o fracasso. Diziam que era uma confraria que aglutinava uma galera e que quem estivesse de fora ia se f..

E o que falam do Skank?

Levamos a fita do Jota Quest para a Sony, a do Pato Fu para a BMG. Ainda assim tem gente falando que o Skank não ajuda ninguém. Morrem de raiva de nós, porque tiramos a muleta deles. Antes, alguns mineiros diziam: “Ah, não acontece nada na minha vida, porque não moro no Rio ou em São Paulo”. Depois que vingamos, os caras não tinham mais desculpa e aí ficam p. da vida comigo.

Isso o chateia?

Hoje, um cara de gravadora sabe que de BH pode sair alguma coisa. Há dez anos, época das trevas, as gravadoras pensavam: “Rock em BH? Não, lá é só Clube da Esquina”. Fizemos um bem. Mesmo assim falam mal da gente.

Você não pinta o cabelo, não tem tatuagem ou piercing. Por quê?

Ia me sentir inglês demais. Com tatuagem, eu ia ficar meio Harley-Davidson. Sou avesso a modismos. O Skank inteiro é muito jeca.

Não esperam um comportamento mais transgressor?

Já ouvi que não me pareço com artista. As coisas, hoje, são tão extravagantes… eu fico a fim de me limpar disso tudo. Em qualquer bandinha teen os integrantes têm cabelo pintado, tatuagem e acham que tem de ser doidão. Não há transgressão nisso. O Bono Vox não é um cara autodestrutivo, não morreu de aids, não é alcoólatra, é casado e tem filhos. E é talentoso. Um dia ele falou: “Pois é, mas por causa das coisas que deixei de fazer – talvez uma delas seja morrer –, tenho a impressão de que um dia vão me pedir o dinheiro de volta”.

Do que tem medo?

Fico olhando para o meu filho e penso no mundo, na minha cidade, no meu bairro… Tenho medo desse momento. As relações estão cada vez piores e as pessoas não estão percebendo isso.

Você luta contra isso?

O Skank começou um projeto numa instituição, em BH, que propicia atendimento médico, estudo e formação profissional a 5.000 garotos carentes.

Procurou parcerias?

Como sensibilizar um empresário, que só vê dinheiro na frente, não sabe o que acontece com o próprio filho, para os problemas da favela? Eles dão brinquedinhos no final do ano, depois viajam e passam o revéillon com a consciência tranqüila. Eu não tenho essa capacidade. Ultimamente, não sinto tesão nas coisas que tenho. Fica aquele gosto meio amargo, sabe?

Chegou nesse ponto?

Ah, eu tô assim, juro. Você sai do restaurante e vê aquele molequinho querendo carinho. E a gente segue vivendo normalmente. Vendeu quantos discos ou como foi o show?

Fonte

________________________________________________________________

Samuel Rosa, vocalista e guitarrista do Skank, escolhe músicas melódicas e tranqüilas quando sai de viagem. No seu “playlist”, entram as canções doces, tristes e derivadas do britpop de grupos como os ingleses do Keane, os irlandeses do Hal e os escoseses do Travis.

Do Keane, sua música favorita é a “Iron See”, do segundo cd. “O primeiro álbum também fez muito sucesso”, explica o fã da banda de rock que usa o piano como primeiro instrumento, diferentemente da grande maioria, que usa a guitarra.

Segundo Rosa, todo o primeiro disco do Hal é imperdível, e não se pode selecionar apenas uma faixa.

Já do Travis, que reúne uma levada mais acústica, aliada a letras que podem ir do romântico ao melancólico, a canção que mais aguça seus ouvidos é o hit “Sing”, do segundo disco “The Invisible Band”. Quando viajaram em turnê para a Europa, em 2001, a música estourava nas rádios da Alemanha e da Holanda. “Era a pedida da época. Cheguei a escutá-la 16 vezes seguidas!”, conta.

Entre os artistas brasileiros, o vocalista do Skank destaca “A Via Láctea”, canção de Lô Borges de uma época “meio hiponga” e “Vento de Maio”, que fala de viagens. Também aprecia o som de um dos reis da Jovem Guarda, Erasmo Carlos. “É ótimo! “A Banda dos Contentes” é a minha preferida. Um grande ídolo”, diz.

E se existe um lugar que inspirou Rosa foi a praia de Trancoso, na Bahia, que deu nome até mesmo para uma música que ele fez com o cantor e compositor Arnaldo Antunes. “Essa faixa diz tudo – é para um clima bem praiano”, diz.

  1. Somewhere only we know – Keane
  2. Sing – Travis
  3. Vem quente que eu estou fervendo – Erasmo Carlos
  4. Vento de Maio – Lô Borges
  5. Trancoso – Samuel Rosa/ Arnaldo Antunes

Fonte 

____________________________________________________________________________

Quando excursiona pelo Brasil, Samuel Rosa, 42 anos, vocalista do Skank desde 1991, já sabe o que encontrará no camarim: muitos pães de queijo. Mineiríssimo, ele acha engraçado, e retruca: ”Eu e o Haroldo (Ferreti) temos uma história curiosa. Desde o começo da carreira, percebemos que em cada sala que entramos tem uma cestinha de pão de queijo. O Haroldo até já me questionou: ‘Será que é porque somos de Minas! (risos)?’ Nós nos divertimos muito com isso. É como fazer churrasco para gaúcho! (risos).” O bom humor está sempre presente, mas a distância da família incomoda. ”Rola muita saudade. Se os shows são perto de casa, minha esposa (Ângela, 38) leva meu filho mais velho (Juliano, 9) para assistir”, diz. A caçula, Ana, 6, ainda não tem a mesma sorte. ”Ela é pequenininha”, lamenta. ”Minha família nasceu no pique do Skank.”
A convivência com o Skank nunca estremeceu?
Somos uma banda sem conflitos. Apesar dos 17 anos de estrada, as coisas funcionam com leveza. O Skank começou a ser uma exceção da nossa época porque vários grupos já se desfizeram, como Planet Hemp, Raimundos… Não é fácil sobreviver ao sucesso. Ainda que um disco do Skank não vá bem, não há desespero, pois temos uma história. O Skank incorpora qualquer ambição que eu venha a ter.

A música pode funcionar como terapia para algumas pessoas?

A música serve para dançar, mas pode ser reconfortante. Ela ampara você como um livro ou um poema. Uma música muda o seu humor. Quando fazemos um disco, dependemos um pouco desse fenômeno. É preciso que seja algo que faça pensar: ”Que som bacana!” Quero que emocione. Eu sou o fã número 1 da minha canção. As músicas do Skank falam essencialmente de amor. Quem já não sofreu por uma pessoa? Já vi muito nego querendo cortar os pulsos. Mas não acho que uma ou outra experiência seja determinante na hora de criar. E também não sou daqueles que têm inspirações em mesa de bar. Num boteco, eu gosto mesmo é de ficar bêbado (risos).

O novo CD, Estandarte, fala de amor e tem letras bem fortes…

O 10º CD é mais sensual e erotizado, mas não chega a ser um funk carioca (risos). É um contraponto do que toca na rádio hoje, que é meio choroso… Retomamos a sacanagem que tinha no CD Garota Nacional. Mas com sutileza. Nando Reis escreveu cinco músicas, mas queria fazer todo o disco (risos). Nossa parceria nasceu em 1995. Fico chateado quando colocam o Skank no grupo de intérpretes do Nando. Não sou um mero intérprete, sou parceiro!

Como conciliar viagens e família?

Rola muita, mas muita saudade! E é complicado levar a família para os shows. O Juliano às vezes me acompanha quando toco em Minas Gerais, mas é minha esposa, Ângela, que passa a maior parte do tempo comigo. Ela vai às temporadas do Rio e de São Paulo, porém, também precisa conciliar porque tem o emprego dela (Ângela é promotora de eventos). O mais legal é que ela entende a minha ausência. Já sou casado há 12 anos. Mas, quando estou em casa, procuro dar toda atenção a meus filhos. Não tem dia certo! Um amiguinho do Juliano me perguntou: ”Você não trabalha?” Na cabeça dele eu era um vagabundo (risos).

E Juliano, o que diz?

Ele se parece comigo: ama a música. Aos 9 anos já toca guitarra e manda uma bateria de leve. Filho de músico é isso! Minha filha, Ana, é cantora. Lá em casa tem um estúdio e sempre deixo eles participarem dos ensaios. Mas proibi aulas de música, de canto e de violão! Acho que não está na hora de infernizar a vida deles. Jimmy Page (guitarrista inglês e um dos fundadores do Led Zeppelin) já dizia: ”Rock não se aprende na escola”.

O que faz quando sobra tempo?

Moro num condomínio longe da cidade e lá gosto de tomar o meu vinho, ficar com a minha mulher e com meus filhos. O Juliano gosta de tudo que eu gosto. É cruzeirense, graças a Deus!, e conversa de igual para igual. A Ana é minha paixão, minha menina. Gosto de passear com ela e os cachorros Tico e Bola (da raça golden retriever). Quem não é paizão com filhos como esses? É duro ficar longe. Fico pra morrer. Chego em casa e pego só a cerejinha do bolo. O batidão é com a Ângela.

Você é boêmio?

Gosto da boemia, mas não sou militante. Não preciso disso todo dia. Curto vinho, cervejinha e, que absurdo, não gosto de cachaça. Sou mineiro e não gosto! Meu primeiro porre, não me lembro a idade, foi de cachaça e peguei nojo. Sou mais do dia. Não é legal virar noites.

Alguns músicos pedem coisas mirabolantes no camarim. E o Skank?

Não pedimos nada especial, a não ser uma cafeteira e uma chapa para fazer misto-quente.

Você é apaixonado por guitarras. Tem quantas?

Acho que mais ou menos umas 30 guitarras. A primeira eu ganhei do meu pai, quando tinha 14 anos. Não chamo de coleção, porque são instrumentos de trabalho. E a guitarra sempre foi meu sonho de consumo.

Fonte 

***************************************************************************************************************************

Haroldo Ferretti

Haroldo Ferretti

 

Nome: Haroldo Júlio Ferretti De Souza
Nascimento: 17/06/1969
Signo: Gêmeos
Cidade Natal: Belo Horizonte
Esposa: Ana Maria
Formação: 2° Grau Completo
Hobbies: Ouvir Música,Ver TV,Ir ao Cinema,Experimentar Comidas Novas
Defeito: Nervosismo
Hobbies: Jogar Futebol e Namorar
Lugar Para Morar: Belo Horizonte
Hobby: Aeromodelismo
Show Inesquecível: Hollywood Rock 94
Tem Algum Ritual Antes Do Show? Não Tenho.
O Que Não Pode Faltar No Seu Camarim? Café Expresso
Prato Preferido: Comida Chinesa
Melhor Livro: “O Dossiê”, De Odessa Forsigest
Melhor Filme: “Cinema Paradiso”
Time Do Coração: Atlético Mineiro
Companheira Ideal: Minha Esposa

—————————————————————–

O novo disco tem uma pegada assumidamente mais pop em relação ao Carrossel, por exemplo. “Pára-Raio” tem uma atmosfera meio Jovem Guarda, enquanto que “Notícias do Submundo” tem uma vibe meio U2, ou seja, com o equilíbrio entre o pop e a atmosfera eletrônica. Dá para considerar que Estandarte é uma espécie de revisitação atualizada das principais influências da banda?
Na verdade, se você pegar o começo do Skank, fica claro a importância e ênfase que dávamos à parte rítmica, com levadas eletrônicas e músicas pulsantes. Do Maquinarama até Carrossel, fomos cada vez mais abrindo mão desse lado e privilegiando harmonias e melodias, músicas elaboradas e mais complicadas. No meio de Carrossel têm músicas que mudam completamente de estilo. Naquele momento desse disco, já havíamos experimentado de tudo. Por isso, houve uma intenção proposital de retomar essa característica do som, que sempre fez parte e que acabamos deixando de lado um pouco.
 
Existem inúmeros momentos deste disco em que o passado se encontra com o presente de uma maneira bastante equilibrada, como em “Chão”, “Escravo” e “Um Gesto Qualquer”, que lembram um pouco uma mistura de Beatles com Chemical Brothers. Até que ponto esse conceito sonoro surgiu na pré-produção do disco ou foi uma influência direta da produção do Dudu Marote?
O Dudu entrou em um segundo momento. Antes de trabalhar no estúdio, nós o convidamos, mas quando entramos no estúdio, em 15 de janeiro passado, ele não estava presente. Fizemos um esquema diferente do disco anterior, que foi montar um set de instrumentos no estúdio e tocar. Isso foi uma sugestão do Renato Cipriano, que é o nosso engenheiro de som. Ele sempre dizia “Vocês são uma banda que tocam há tanto tempo que criam um tema em passagem de som. Por que não fazem um disco ‘tocado’?”. Entramos no estúdio e todo dia era isso que acontecia. Às vezes, eu, Lelo e Henrique puxávamos uma levada e o Samuel vinha com um riff, sempre saía alguma coisa. Obviamente, tudo na base do improviso. Íamos experimentando muitos sons. Aos poucos, surgiu uns seis ou sete temas que tínhamos gostado mais, nos quais passamos a trabalhar mais a fundo, tipo “começa assim, aqui é a parte A, a parte B e o refrão”. Músicas sem letra, nem nada, só as melodias. Daí, o Samuel mandava para os letristas. Pensando em fazer um álbum mais pulsante, veio a idéia de trazer o Dudu. Ele entrou nesse segundo momento, já com dez temas adiantados. Ele ouvia e opinava se gostava ou não. Começamos o trabalho dessa forma. A diferença do Estandarte é em função disso: é a banda tocando. No Carrossel, em que todas as músicas tinham violão porque foram compostas nesse instrumento na casa do Samuel, ele vinha e trazia para nós desenvolvermos o arranjo. Agora, foi um disco de “banda tocando”.
 
Quais os equipamentos que você utilizou nas gravações?
Tenho uma coleção de baterias, não usei apenas um determinado kit. Em cada música eu usava e experimentava em salas diferentes, porque lá no estúdio temos espaço e condições para isso. Experimentávamos a sonoridade da sala, dos tons e dos pratos. Basicamente, uso pratos Zildjian, nem tenho outras marcas. Bateras eu tenho várias. Usei em muitas músicas uma Ludwig que adquiri agora, aquele modelo do Ringo Starr, além de uma Gretsch, uma Pearl e uma DW. Tomei muito cuidado com a afinação das baterias em relação aos pratos.

 

***************************************************************************************************************************

Henrique Portugal

Henrique Portugal

Nome: Antônio Henrique Portugal Rocha

Nascimento :19/03/1965

Signo: Peixes
Cidade natal: Belo Horizonte.
Formação: É formado em Economia.
Defeito: Roncar muito (até já acordou com o próprio ronco)
Lugar para morar: Belo Horizonte.
Hobbies: Andar de bicicleta de dia, de noite, de madrugada.
Prato preferido: Comida mineira, caseira.
Melhor livro: “Doze Contos Peregrinos”, de Gabriel García Marquez
Melhor filme:”Akira”

—————————————————————–

Há dois anos o Vaga-lume entrevistou Henrique Portugal pela primeira vez. Era o lançamento do disco “Carrossel”, um disco que causou estranheza tanto nos fãs mais novos como nos que ouviam a banda desde os anos 90. Agora o grupo está lançando seu oitavo disco de estúdio, “Estandarte”. Estão de volta os ritmos dançantes, as programações eletrônicas e o produtor Dudu Marote.

Ao mesmo tempo foram mantidas a pegada roqueira e a influência dos Beatles em um disco que pode agradar tanto quem gostava de “Garota Nacional” como os que só foram prestar atenção no grupo a partir do ano 2000 com o álbum “Maquinarama”.

Para falar mais sobre o disco e também sobre a nova realidade do mercado fonográfico, que não poupa nem os artistas mais consagrados, falamos novamente com o tecladista Henrique Portugal.

Entrevista

A última vez que entrevistamos vocês foi no lançamento do “Carrossel”. Como você vê aquele disco agora?

É engraçado isso, porque quando o disco sai a gente fala sem parar nele e depois pára. Eu acho que o “Carrossel” olhando depois de um certo tempo, é um disco muito bacana, mas ele é um disco mais “cancioneiro”. E disco é uma coisa meio maluca. Quando você lança um novo álbum ele entra dentro de um contexto mercadológico, envolvendo rádio e outros ambientes onde você não tem controle. Você não sabe se vai ter um mega-hit como Vou Deixar ou não. No final das contas eu acho o “Carrossel” um disco vitorioso. Ele vendeu bem, com ele ganhamos o primeiro celular de ouro no Brasil, o que achei algo super bacana. Agora se eu falasse que ele teve algum hit do tamanho de Vou Deixar, eu estaria mentindo.

Ainda que há tempos se fale em queda da venda de CDs, downloads e pirataria, acho que foi só de uns dois anos pra cá que isso realmente se cristalizou. Como vocês lidando com essa situação que deixou de ser previsão para virar um fato concreto?

Teve isso também. A indústria fonográfica ali sofre um baque maior. Mas acho que a indústria vai achar uma solução pra isso. Porque, convenhamos baixar música é um saco (risos). Às vezes é a resolução que vem baixa demais ou você grava num CDR pra escutar no carro e depois de três audições ele começa a pular porque a mídia é de péssima qualidade. Então eu acho que na hora em que a indústria achar uma solução tecnicamente viável dentro desse universo a tendência é que as coisas dêem uma estabilizada.

Ouvindo o “Estandarte” a gente tem a impressão de que o disco marca o início de uma nova fase para a banda. É isso mesmo?

Acho que sim. Dessa vez a gente deu uma relaxada, tanto no lado das referências musicais como na maneira de gravar. As vezes ficávamos o dia inteiro tocando uma música só, exatamente para achar alguma solução que fosse diferente. Aquela história de “buscar uma nova receita usando os mesmos ingredientes”. Nós também quisemos voltar a ser uma banda mais pulsante, já que o “Carrossel” foi quase um disco folk que também tinha aquela coisa de mistura de ritmos e BPMs e músicas que começavam lentas, depois ficavam rápidas e terminavam lentas novamente. Dessa vez a gente quis simplesmente relaxar e nos divertir. Nós continuamos fazendo shows durante as gravações, uma coisa que nunca tínhamos feito também.

Vocês também voltaram a trabalhar com o Dudu Marote (o produtor dos álbuns “Calango” e “O Samba Poconé”) . Porque reataram essa parceria? Rolaram algumas histórias de atritos entre vocês e ele. Teve isso?

O Dudu fez o remix de Seus Passos, no ano passado. Depois ele produziu a nossa versão de Beleza Pura para a abertura da novela. Acabou que chamamos ele pra fazer o disco também. Quanto aos atritos, existem alguns que são benéficos. Como o Skank é uma banda que tem seu próprio estúdio e toca há muito tempo, rolava às vezes um excesso de zelo de certos produtores. Aquela coisa de não falar nada por achar que a gente já sabe o caminho. É é bom ter uma pessoa que diga: “Olha, tá tudo errado”, ou “isso tá legal mas vocês podem fazer melhor”. E o Dudu tem intimidade com a gente e um nível de informação suficiente para fazer uma crítica construtiva. É um produtor que sabe mudar a direção de uma música com informação. Mesmo que lá na frente ele fale pra gente: “galera, vocês estavam certos, esquece tudo o que eu falei” (risos).

Dessa vez vocês também não trouxeram novos letristas ou compositores para o grupo. Mas o Nando Reis nunca escreveu tanto com o Samuel quanto dessa vez. Fale dessa parceria e amizade entre o Skank e ele.É que nas outras vezes, o Nando Reis muitas vezes tava acabando o disco dele ou fazendo outras coisas. E dessa vez não. E acho que ele foi muito feliz. A letra de Sutilmente é belíssima.

Como funciona a parceria?

O Nando Reis é da turma do MP3. Diferente do Chico Amaral (o letrista mais freqüente da banda) que fica o dia todo no estúdio. Já com o Nando é MP3 pra cá e MP3 pra lá. No caso de Sutilmente a letra veio antes da música. Já em Ainda Gosto Dela foi o contrário.

E a participação da Negra Li? De quem veio a idéia de chamá-la para cantar na música?

Essa música foi gravada num tom baixo e no refrão o Samuel começou a fazer uma voz muito alta. Foi quando tivemos a idéia de chamar alguém pra cantar essa parte com ele. Começamos a pensar em nomes e surgiu o da Negra Li que nós todos admiramos. Ela foi em Belo Horizonete gravar e foi super tranqüila. No site dá pra ver ela gravando toda sorridente. O convite foi feito pelo Dudu, que é amigo dela.

Teve algum disco ou artista novo ou não que tenha influenciado vocês na hora de fazer esse disco?

 Teve sim, uma banda nova que não se você conhece chamada Skank (risos).A gente brinca, mas a verdade é que a grande referência para esse álbum fomos nós mesmos. A gente se permitiu se auto-referenciar, mas sempre buscando coisas novas, como na música Chão onde o Samuel canta em falsete, coisa que ele nunca fez. Tem próprio Ainda Gosto dela, que é uma coisa diferente pra gente, pelo menos eu acho. Isso é que dá gosto na hora de fazer um trabalho. Diria que a gente se divertiu bastante pra fazer esse álbum.

E o seu programa de rádio. Como está? Tem algumas bandas novas daqui para indicar para os nossos leitores?

O programa está agora no MySpace e segue mostrando as novidades da nossa cena independente. Entre as bandas eu recomendo o Udora que nem é tão novo assim e o Sabonetes que é muito bacana e um cara de Belo Horizonte chamado Renegado.

E essa cena de festivais independentes. Vocês já tocaram em alguns não?

 Sim, a gente fez MADA, Abril Pro Rock, Porão do Rock em Brasília… O problema é que como a gente ficou muito grande, ás vezes colocar a gente num festival desse tipo é como colocar um elefante perto de uma cristaleira. Fica uma coisa meio desconjuntada. Mas a turma hoje em dia está mais organizada, arrumando patrocinadores interessantes. E tem o lance da ABRAFIN (Associação Brasileira dos festivais Independentes) que está funcionando super bem.

Fonte 

Visite o site oficial www.skank.com.br

—————————————————————–

O tecladista do Skank, Henrique Portugal, comanda o Frente, um projeto inovador que tem a espinhosa missão de divulgar novos artistas, tanto na música quanto na área de artes gráficas. Henrique explicou um pouco como funciona o projeto e adiantou em exclusivo para o Virgula Música o lançamento do novo CD do Skank. Confira! Virgula Música – Como que surgiu a idéia de abrir esse espaço para artistas independentes? Henrique Portugal – A idéia surgiu a partir de testemunhar a dificuldade que os artistas que estão começando têm para divulgar os seus trabalhos. Isto me lembrou um pouco o início dos anos 90, quando o SKANK estava com o seu disco independente. Hoje fica bem mais fácil com a internet. Está começando a existir uma geração de artistas que vivem mais no mundo virtual do que real. Existem outros que começam na internet para depois lançar o disco como Forfun, Cansei de ser Sexy, Manitu (BH)… VM – O carro-chefe do Frente é a interatividade, como tem sido a participação e resposta dos internautas para o projeto? HP – Eu respondo a todos os e-mails que são mandados para o programa. E aparece de tudo. Bandas boas, bandas que estão começando agora e que nunca entraram num estúdio e me mandam a gravação do ensaio. VM – Como rola a seleção do conteúdo que vai pro ar? HP – A minha função é fazer uma seleção prévia e tentar colocar músicas de artistas que já apresentem um trabalho mais bem acabado . Eu acho muito importante também o espaço para os artistas gráficos. Hoje, eu não acredito mais em música sem imagem . E tem outra coisa: nos anos 60, os músicos tinham uma interação maior com os artistas gráficos. Isto foi se perdendo com o tempo. A idéia é poder contribuir, de alguma forma para que esta relação volte a acontecer. VM – Mudando um pouco o foco…Como vão as gravações do próximo CD do Skank? Tem previsão de lançamento? HP – As gravações estão acontecendo num ritmo muito bom. Estamos muito felizes com os resultados até agora. A previsão de lançamento deve ser para o final de maio. O projeto Frente existe desde novembro do ano passado. Para saber mais confira em http://www.uol.com.br/frente

Fonte 

—————————————————————–

Skank em Entrevista ao BDG!

O Skank dispensa qualquer tipo de apresentação. Uma das mais importantes bandas de pop-rock do Brasil, com 15 anos de estrada. Depois de sete meses em estúdio, chega às lojas no final deste mês o sétimo disco: Carrossel. Em entrevista ao BDG, o homem dos teclados do Skank, Henrique Portugal, conta como foi o início da carreira e também sobre o lançamento do novo álbum.

Por: Bruno Collaço bruno.collaco@bandasdegaragem.com.br

BDG: Toda história de sucesso tem um começo. Assim como a maioria das bandas do BDG, o primeiro disco do Skank foi lançado de maneira independente. Como foi isso? Quais as principais dificuldades?

Henrique: A gente tocou durante um ano guardando a grana para gravar o primeiro disco. Na época conseguimos juntar 10.000 dólares (naquela época a inflação era grande e toda a grana que a gente ganhava, comprávamos dólar). Este dinheiro deu para pagar o estúdio e mandar fabricar 3.000 CD’s. Sendo que ninguém da banda tinha CD player em casa.

BDG: Do álbum independente à gravadora, logo com o terceiro disco o Skank já se apresentava fora do Brasil. Como foi tocar com monstros do rock como Black Sabbath e Rage Against the Machine?

Henrique: A oportunidade de tocar fora do Brasil veio com o estouro de Garota Nacional, que fez sucesso em alguns países da Europa. Para ser sincero a maioria dos festivais que acontecem lá fora não são muito diferentes dos festivais que temos atualmente no Brasil. A estrutura é muito parecida e o equipamento também. Já foi o tempo que isto fazia muita diferença. A diferença é poder estar perto de alguns artistas que você gosta do trabalho e às vezes até conversar com os caras.

BDG: Qual foi o álbum do Skank que mais deu trabalho para fazer?

Henrique: Eu diria que o álbum que gastamos mais tempo de estúdio foi o Carrossel, pois ficamos sete meses entre gravação, mixagem e masterização.

BDG: Qual música não pode faltar de maneira nenhuma quando o Skank toca ao vivo? Como a banda encara isso?

Henrique: Ainda bem que temos muitas músicas conhecidas e ai fica mais fácil conduzir um show. Garota Nacional, Partida de Futebol, Vou Deixar, Resposta, Proibido Fumar, são músicas que não podem faltar.

***************************************************************************************************************************

Lelo Zanetti

 
Lelo Zanetti
 

Nome completo: Marco Aurélio Moreira Zaneti
Data de nascimento: 26/12/1967
Signo: Capricórnio
Local de nascimento: São Domingos do Prata, MG
Hobby: Jogar Futebol
Show inesquecível: Hollywood Rock 94
Viagem dos sonhos: Barcelona
Um cantor: Jorge Ben
Uma cantora: Elis Regina
Banda internacional: The Strokes
Uma música: “Strawberry Fields Forever”
Um filme: “Um Convidado Bem Trapalhão”
Um ator: Jack Nicholson
Uma atriz: Winona Rider
Influências: Led Zeppelin, Jorge Ben e Beatles
Sua maior qualidade: Reflexão
Seu maior defeito: Me precipitar
Tem algum ritual antes dos shows? Faço alongamentos
O que não pode faltar no seu camarim? Alegria
Uma mulher bonita: Cameron Diaz
Uma mulher inteligente: Fernanda Montenegro
Companheira ideal: Minha esposa
Time do coração: Atlético Mineiro
Um mico: Atlético Mineiro

—————————————————————–

Assista ao vídeo clicando aqui

Skank volta mais pop e feliz

O grupo Skank está de volta, mas desta vez esqueça o clima retrô-brejeiro dos últimos discos que transformou a banda numa espécie de irmã mais nova da turma do Clube da Esquina. “Estandarte”, o disco mais recente de uma carreira de 17 anos, retoma alguns elementos de um passado não tão remoto, quando o quarteto encabeçava a lista dos discos mais vendidos graças a hits como “Garota Nacional” e “Jack Tequila”.
Pra começar a produção ficou a cargo de Dudu Marote, antigo parceiro que produziu os CDs mais comerciais da banda: “Calangos’’ (1994) e “O Samba Poconé’’ (1996). O resultado é um disco mais sacolejante, com melodias pegajosas e muito “groove”.
Em entrevista por telefone, o baixista Lelo Zaneti confirma a volta às raízes pop do grupo.
“Convidamos Marote depois de ele ter feito um remix da faixa “Seus Passos” de nosso último CD e gostamos do resultado, lembra.

Jam Sessions
Mas Lelo afirma que “Estandarte” tem fases distintas. Primeiro, porque foi desenvolvido de uma forma quase que descompromissada, com a banda compondo a partir de “jam sessions” realizadas no estúdio do grupo que fica em Belo Horizonte. O CD foi gravado entre janeiro e agosto deste ano, durante intervalos de shows da banda.
“Dudu aparece num segundo momento, com suas batidas eletrônicas e uma coisa mais pulsante como no single ‘Ainda Gosto Dela’”, informa.
É curioso observar que foi exatamente por causa do interesse de Marote por tecnologia que a banda acabou mudando de produtores em discos como Maquinarama e Cosmotron.
“Ele estava numa fase muito eletrônica e nós queríamos trabalhar mais com canções”, recorda.
Caseiros
Com 12 canções inéditas, “Estandarte’’ une estes dois mundos, com muitas guitarras e, ao mesmo tempo, batidas direcionadas para as pistas de dança. Entre as candidatas a hit, a já mencionada “Ainda Gosto Dela’’, “Escravo”, “Assim sem Fim’’ e “Sutilmente’’, de Nando Reis, que é a balada do álbum.
“Realmente é um disco com uma faceta pop, mas que tem também uma pegada roqueira”, diz o baixista.
Apesar de todo o sucesso do grupo, o Skank é o que poderíamos chamar de banda caseira. Nunca saíram de sua Belo Horizonte natal e até hoje gravam no estúdio que ficava na casa dos pais do baterista Haroldo Ferretti.
Ficava, porque o estúdio que antes ocupava apenas o quintal, tomou todo o imóvel e a família de Haroldo teve que procurar outro lugar pra morar. Com a fama, a banda investiu em equipamentos e montou um “home studio” invejável.
“É melhor do que trabalhar com um grande estúdio que além de limitar horários é muito caro”, acredita.
Ao final, Lelo fala sobre o admirável mundo novo que, graças a internet e a pirataria, derrubou as vendas de CD em todo o planeta. O Skank, por exemplo, que contabiliza milhões de CDs vendidos em toda a sua carreira, comemora as 70 mil cópias de “Carrossel”, o disco anterior a “Estandarte”.
“Hoje em dia tem que se trabalhar com outras mídias porque as grandes vendas de CDs acabaram”, conclui.

***************************************************************************************************************************

Uma resposta to “A Banda”

  1. Viviane Souza 29/08/2009 at 20:37 #

    Bom, eu preciso da ajuda de voces, pois faço dança e preciso inventar passos para a musica sutilmente, sem ser a oficial… Me ajudemmm é pra sexta…
    Desde já, agradeço!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 375 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: